Relato feito aluna Antonia Eufrazio de Morais Ventura:

No dia 14 de junho de 2017, fomos, juntamente com o professor que ministra a disciplina de TECNOLOGIA SOCIOAMBIENTAIS E PERMACULTURA, Eduardo Campos e colegas da referida disciplina, visitar a casa de sementes Senhor dos Exércitos, localizada na Cidade do Crato. Chegando lá fomos recepcionados pelo Sr. Juvenal e sua esposa. Tomamos um chá e iniciamos uma conversa onde perguntamos o manejo, as técnicas, o armazenamento das sementes crioulas que ele, planta e acondiciona, após a colheita, na lua nova, segundo relato do Sr. Juvenal. Lá existe uma variedade de sementes, como mostra a foto em anexo, mas segundo o Sr. Juvenal existe dificuldade na colheita, pois atualmente não se encontra pessoas para ajudar no plantio e colheita, mesmo que sejam, essas pessoas, remuneradas.

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Inicialmente ele acondicionava em tubos, vedados com cera de carnaúba, que ele distribuía em sua própria casa que na época, lá pelos anos 1990, era de taipa. Seu Juvenal organiza tudo manualmente, as anotações, mensal, semestral, anual. Ele relata que recebeu apenas um valor ínfimo de três mil e poucos reais em 2006, de uma sobra de recursos da CÁRITAS. Teve ajuda de um construtor que fazia parte do conselho fiscal da associação, juntou-se pessoas que ele pagou com o dinheiro recebido e executaram a reforma. Inauguraram no dia 21 de novembro do mesmo mês. Ele também fala da visitação constante à casa das sementes, inclusive três ministros, universitários, e pessoas dos mais diversos lugares. A Casa de Sementes não é registrada, não tem CNPJ, mais é feito anualmente uma prestação de contas para os associados.

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Atualmente, ele comercializa as sementes e os produtos que ele mesmo planta numa feira na cidade do Crato. Antes ele só emprestava  mas, devido a tantos aborrecimentos que ele teve das pessoas pegarem emprestado e não fazerem a devolução ele resolveu comercializar.

Ainda durante a visita, visitamos um quintal onde existe um pequeno lago com criação de peixes, plantas frutíferas, medicinais, ornamentais, tudo num ambiente simples, natural e muito harmonioso.

Concluo ressaltando o desalento, a desesperança do Sr. Juvenal de não ter um membro da família ou alguém próximo a ele que queira dar continuidade ao referido projeto de plantio, acondicionamento, e distribuindo as sementes para a população e para a natureza, frisando ainda a importância dos docentes proporcionarem momentos como esses aos seus alunos, com relatos e experiencias tão enriquecedoras, tanto para a vida acadêmica quanto pessoal.

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